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Quando o atendimento consome o tempo da cobrança

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A cobrança passava o dia respondendo a uma campanha que ela mesma disparava.

Situação

Além de cobrar, a área recebia. Toda comunicação em massa — avisos, campanhas, segunda via de boleto — saía com o telefone da cobrança no rodapé.

O que encontramos

Cada disparo criava um pico de ligações recebidas no dia seguinte, e a equipe passava esse dia atendendo gente que ligava para perguntar o que era aquilo. Nenhuma dessas ligações era cobrança. E nenhuma entrava na conta da campanha: entrava como queda de produtividade da cobrança. Olhamos então como os atendimentos eram classificados — havia dezenas de motivos cadastrados no sistema e mais da metade quase nunca era usada. Com a classificação nesse estado, não havia como saber quanto do tempo da equipe ia em cobrar e quanto ia em outra coisa.

O que mudou

Os disparos passaram a ser combinados com a cobrança, com janela e volume acordados antes. A lista de motivos foi reduzida ao que de fato se usa. E a medição de produtividade passou a separar o que é cobrança do que é atendimento.

A lição

A cobrança é a porta de entrada mais fácil da empresa, e por isso recebe o que não é dela. Enquanto isso não é medido, o custo aparece como ineficiência de quem cobra — e a decisão que gerou o custo continua sendo tomada em outro lugar.

Publicado em 3 de novembro de 2026Ver a consultoria →

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