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Cobrança · 1 min de leitura

Cobrança terceirizada: por que o parceiro não entrega

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O parceiro de cobrança não estava desmotivado. A conta dele não fechava.

Situação

Instituição com carteira muito envelhecida: sete em cada dez créditos passavam de cinco anos de atraso. A área queria terceirizar a cobrança extrajudicial. Já tivera um contrato anterior, remunerado por evento, do qual saiu insatisfeita, e agora queria remuneração fixa — sem saber como justificá-la.

O que encontramos

Em vez de discutir o modelo no abstrato, montamos a conta do lado do parceiro. Com a comissão que se pretendia pagar e o custo de manter uma posição de atendimento, a operação terceirizada só ficava positiva acima de cerca de 3% de recuperação ao mês. A própria carteira havia entregue historicamente perto de 1% ao mês. O modelo exigia do parceiro um desempenho três vezes superior ao que a carteira já demonstrara, e o remunerava abaixo do custo até lá. Havia ainda um impedimento anterior: os créditos mais antigos reuniam tributos de vencimentos diferentes num mesmo título, o que tornava impossível apurar a faixa de atraso. Sem faixa de atraso não existe régua.

O que entregamos

Modelo de remuneração por faixa, com a comissão acompanhando a dificuldade do crédito; teto por devedor; regra de acionamento comprovado para a comissão ser devida; exigência de mais de um parceiro, com redistribuição de carteira por desempenho a cada trimestre; e seis relatórios especificados campo a campo, para o contratante medir em vez de acreditar. Com a revisão do edital e a capacitação das equipes internas.

A lição

Quando o parceiro de cobrança não entrega, a primeira pergunta não é sobre esforço — é se a conta dele fecha. Contrato que remunera abaixo do custo até um patamar que a carteira nunca atingiu não compra dedicação: compra o mínimo para não perder o contrato.

Publicado em 3 de novembro de 2026Ver a consultoria →

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